▪ Educação Agroecológica

Educação Agroecológica

A Agroecologia possibilita aliar o resgate e a valorização da vivência e do saber popular ao conhecimento técnico científico, na busca de aumentar a capacidade e estabelecer formas de convivência sustentável da agricultura familiar com as condições socioambientais dos diversos agroecossistemas.

Baseia-se nos recursos disponíveis no próprio local onde está sendo realizada e empenha-se na conservação da biodiversidade e dos agroecossistemas e conseqüentemente do bem-estar das pessoas.

Desenvolve-se no referencial tecnológico abrangente, que seja socialmente justo, economicamente viável e ecologicamente sustentável. Um novo jeito de se relacionar com a natureza, em que proteja a vida toda e toda a vida, estabelecendo uma ética ecológica que implica no abandono de uma moral utilitarista e individualista e que postula a aceitação do princípio do destino universal dos bens da criação e a promoção da justiça e da solidariedade como valores indispensáveis.

Na agroecologia a agricultura é visto como um sistema vivo e complexo, inserida na natureza rica em diversidade, vários tipos de plantas, animais, microorganismos, minerais e infinitas formas de relação entre estes e outros habitantes do planeta Terra. Além disso, sua produção, cultivo de alimentos acontecem de forma natural, sem a utilização de agrotóxicos e adubos químicos solúveis.

Bases da Agroecologia

  • Utilização sustentável dos recursos naturais, com destaque para a conservação da biodiversidade e da agrobiodiversidade locais;
  • Produção e beneficiamento diversificado e limpo de produtos alimentares, medicinais e de várias matérias primas;
  • Comercialização a preços justos, de acordo com os princípios da Economia Popular Solidária;
  • Respeito a Gênero, Geração, Raça e Etnia;
  • Melhoria da qualidade de vida das pessoas que produzem e que consomem.

Objetivos da Educação Agroecológica

  • Estudar, elaborar e disseminar metodologias e processos participativos que contribuam para o desenvolvimento de experiências de referência que ampliem as possibilidades de permanência sustentável e em condições dignas, nos agroecossistemas familiares e coletivos

Atuação da AGENDHA

Um dos princípios que norteiam os trabalhos desenvolvidos pela a AGENDHA é a Educação Agroecológica, para tanto realizamos capacitações, seminário e palestras com o objetivo de formação, reflexão e divulgação dessa prática. Destacamos aqui o cronograma do Programa formação dos Agentes das Cidadanias das Águas, em que foram formados 114 jovens dos municípios de Curaçá e Paulo Afonso/BA e Delmiro Gouveia/AL.

MÓD

TEMAS

1.        

Metodologias Participativas e Organização Social

2.        

A história e o papel das mulheres nas lutas sociais no campo

3.        

Manejo e gestão sustentável do Solo, Água, Matéria Orgânica, Microrganismos, Cultivos e Criatórios

4.        

Produção e utilização de Programas de Rádio

5.        

Aproveitamento sustentável dos recursos naturais do semi-árido com viabilidade econômica, manejo agrossilvopastoril e segurança energética

6.        

Educação Agroecológica - Informal, não formal e formal

7.        

Gestão dos resíduos sólidos nos agroecossistemas familiares e coletivos

8.        

O trabalho cotidiano da família na propriedade rural: o poder de decisão

9.        

Cultivos agroecológicos e segurança alimentar

10.    

Direitos sociais, acesso a terra e ao crédito

11.    

Criatórios agroecológicos e segurança alimentar

12.    

Agentes da Cidadania das Águas para a Convivência com o Semi-árido

E para saber mais, acesse nossas sessões de Publicações e para informações sobre os nossos cursos acesse a Agenda da AGENDHA. Você pode encontrar informações sobre esta temática no sítio eletrônico Ambiente Brasil;

 
▪ Gênero e Gerações

Políticas Públicas para as Gerações

As crianças e adolescentes são os maiores agentes potencial de mudanças numa comunidade. Têm mais disposição do que qualquer outro setor social para comprometer-se com causas nobres, com ideais, com desafios coletivos. É preciso conhecer e fazê-los compreender suas forças internas, suas capacidades de atuação e de mudança. Isso quer dizer, desenvolver seus papéis de protagonistas, de pessoas habilitadas a participar da sociedade.

Os jovens de hoje tem muita clareza de que são sujeitos de direitos e desejos, dotados de inteligência e donos de saberes. É necessário aprender a ouvi-los/as e a considerar suas opiniões na tomada de decisões para participar e refletir sobre os problemas sociais e para enfrentar novos desafios que surgem a todo o momento.

Além disso, eles/as têm uma facilidade especial para tomar parte nas mudanças tecnológicas aceleradas que caracterizam este século. Pois nasceram na sociedade do conhecimento, da nova cultura, de ultramudanças, das revoluções tecnológicas contínuas, em que o computador, a internet e as informações instantâneas fazem parte da nova forma de viver.

No entanto, a situação dos jovens no mundo não está fácil. De um total de 1,2 bilhão, 200 milhões sobrevivem com menos de US$ 1 por dia, 88 milhões não têm empregos e 10 milhões são soropositivos, pessoas com idade entre 15 e 24 anos representam hoje a metade dos novos casos de contaminação do vírus HIV. Populações maiores que as de muitos países começam a beber cada vez mais cedo, estão mais vulneráveis a conflitos armados, à violência sexual e às doenças sexualmente transmissíveis.

As leis para a juventude, quando existem, são fragmentadas e assistemáticas, além de desconsiderar a juventude de forma especial, sem enfoque estratégico, já que são criadas em situações de emergências. O Brasil está caminhando para a construção de políticas públicas especificas para a juventude, bem como a implantação de um órgão público que coordene os projetos e programas específicos para essa faixa etária. No entanto, há muito para ser feito.

A AGENDHA Compõe o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente assumindo a vice-presidência, participando da RESAB (Rede de Educação do semi-Árido), da ASA (Articulação do Semi-Árido), a instituição cumpre o seu papel de influência nas políticas públicas. Em seus trabalhos sempre focaliza e inclui discussões sobre as gerações, contemplando todas as gerações. Executou a primeira etapa do Projeto Gerando Cidadania onde elaborou o diagnóstico sobre as Políticas Públicas e situação dos CMDCA em Paulo Afonso e nos municípios vizinhos de Macururé, Glória, Santa Brígida, Chorrochó, Cabrobó, Curaçá e outros. Formou 117 jovens Agentes das Cidadanias das Águas pelo Programa de Convivência com o Semi-Árido.

Políticas Públicas e Gênero

As políticas universais, a exemplo da oferta na área da educação, podem contribuir positivamente para a redução das desigualdades de gênero, no entanto, as desigualdades socioeconômicas não garantem as condições de acessá-las. A formulação de políticas para as mulheres com o objetivo de alcançar a igualdade de gênero, não é um desafio apenas de um órgão institucional do Governo Federal, requer em primeiro lugar, o reconhecimento formal por todos os responsáveis pela gestão pública da diversidade e especificidades contidas no termo "Mulheres".

A luta pela igualdade precisa ser buscada não nas diferenças biológicas, mas sim nos relações sociais, nas formas de representação, na história, nas condições de acesso e de proteção pela lei, garantidos a qualquer cidadã e cidadão. 

As características fundamentalmente social e relacional do conceito de gênero, não deve resumir-se apenas a construção de papéis masculinos e femininos. A pretensão é entender o gênero como constituinte da Identidade dos sujeitos, compreendendo-os como tendo identidades plurais, múltiplas, que se transformam, que não são fixas ou permanentes, que podem até ser contraditórias. Ao afirmar que o gênero institui a identidade do sujeito (assim como a etnia, a classe ou a nacionalidade), a idéia é perceber o gênero fazendo parte do sujeito, constituindo-o.

A situação da mulher brasileira ainda está longe de ser considerada tranqüila. Ainda há muitas conquistas para serem feitas. Na zona semi-árida brasileira, as mulheres são responsáveis por 36,1% da produção agrícola. Segundo Relatório da OIT, as mulheres moradoras tanto de países pobres como de ricos, trabalham mais horas que os homens e ganham em média 25% menos, desempenhando as mesmas funções. No nordeste é comum as mulheres andarem de 3 a 6 km carregando latas de 18 litros de água na cabeça. Nos períodos de seca, chegam a andar mais de 10 km/dia, transportando cerca de 150 latas, ou seja, mais de 2700 litros de água/mês.

Por isso e por diversos outros fatores a luta das pela equidade de gênero, igualdade de oportunidades e de participação é histórica. E muito mais que formular políticas públicas é preciso garantir o direito ao acesso as estas políticas universais. Para isso é necessário o esforço conjunto entre Poder Público e Sociedade Civil Organizada.

A inclusão e a prática de gênero na AGENDHA são constantes. Por estes princípios e iniciativas, muitas conquistas junto às outras Instituições Parceiras já foram asseguradas, com destaque para a implantação da DEAM - Delegacia Especializada no Atendimento a Mulher em Paulo Afonso/BA e a Criação do Conselho Municipal de Mulheres por demanda popular. Realizou a Primeira Conferência Regional de Políticas Públicas para as Mulheres. E levou para as Conferencias Estaduais e Nacionais a proposta inovadora sobre Mulher e Meio Ambiente.

Além disso, realiza diversas oficinas e palestras sobre tratamento de natural da água e complemento alimentar com a semente da árvore Moringa, além de cursos de Educação Agroecológica, Tabagismo, Educomunicação, Educação Ambiental, Rádios Comunitárias, Gênero e direitos das Mulheres, além de palestras alternativas para forma e informar estudantes, universitário/as, mulheres, agricultores/as. Desenvolve o Programa Agentes das Cidadanias das Águas, capacitações para jovens Agricultores/as sobre a Convivência com o Semi-Árido.

E para saber mais, acesse nossas sessões de Publicações e para informações sobre os nossos cursos acesse a Agenda da AGENDHA

 
▪ Melhoria da Eficiência Energética

Eficiência Energética

Comprometida em contribuir com a Segurança e Autonomia Energética das populações locais, principalmente as rurais, a AGENDHA tem realizado algumas ações no campo das energias limpas e renováveis, como por exemplo as que fez em parceria institucional com a REDEH - Rede de Desenvolvimento Humano, elaborou uma cartilha sobre esse tema para comunidades rurais e foi responsável pela coordenação metodológica e moderação ecopedagógica de uma Oficina que foi realizada para organizações comunitárias da região sisaleira de Valente/BA. Essas experiências foram por nossa instituição apresentadas no Seminário "Energias Renováveis e Tecnologias Alternativas para o Desenvolvimento Sustentável de Comunidades Remotas do Semi-árido Brasileiro", realizado em Barra de São Miguel/AL.

Por tais iniciativas foi contatada por um Engenheiro Florestal brasileiro que trabalha no Winrock/EUA, instituição que dedica-se à pesquisa, desenvolvimento e disseminação de fontes e tecnologias alternativas e de melhor eficiência energética, voltadas para populações pobres, a AGENDHA fez a ponte entre ele e o Coordenador Regional do Projeto MMA/PNUD/ GEF Caatinga. Em reunião eles definiram que a nossa instituição passaria a ser o ponto focal para a construção e manutenção da parceria entre o Winrock e o Projeto.

Esse Engenheiro Florestal é da equipe que desenvolveu um fogão a lenha mais ecológico que os modelos tradicionais, por utilizar só metade da lenha e funcionar bem apenas com galhos finos, que não são vendidos como lenha nem utilizados para produzir carvão. Tem uma chaminé com 3 metros de comprimento, que "lança" acima do telhado da cozinha a fumaça e a fuligem que, por inalação continuada, é responsável pela 8a. "causa mortis" no mundo.

Devido à sua comprovada eficiência técnica e demais qualidades, e por utilizar um biocombustível renovável de tradição milenar e de acesso local, esse fogão ecológico tem grande aceitação e é muito difundido por várias ONGs, na América Central e nos Andes da América do Sul. O modelo sem forno custa o equivalente a 15 (quinze) botijões de gás butano, portanto é de rápido retorno financeiro.

Após ter utilizado com sucesso o referido modelo em uma Oficina de "Beneficiamento de Frutas", realizada em sua sede em Paulo Afonso/BA, como parte da Capacitação para a Convivência com o Semi-árido, com o apoio do PRONAF Capacitação e do Projeto MMA/PNUD/GEF Caatinga, a AGENDHA intensificou os estudos em relação a esse fogão, inclusive tendo visitado por duas vezes a unidade de produção da micro-indústria, Ecofogão, localizada em Belo Horizonte/MG.

Após certificar-se de que este fogão ecológico pode ser de muita utilidade para as famílias agricultoras e de populações tradicionais rurais, a AGENDHA sugeriu que a Fundação Araripe e o Instituto Jurema os inserissem em seus Projetos de Mecanismos de Desenvolvimento Limpo, que foram propostos e aprovados pelo FNMA com recursos da Cooperação do Governo da Holanda, como estratégia para implementar iniciativas voltadas para viabilizar experiências referenciais para o desenvolvimento de Políticas Públicas no campo das Segurança Alimentar e Nutricional, associando-as a Autonomia Energética limpa e renovável.

 

Por meio dos referidos Projeto de MDL, foram adquiridos e repassados 233 (duzentos e trinta e três), Ecofogões do modelo sem forno, para Comunidades; Associações e Cooperativas de Produção e Escolas Rurais.

Seguindo a lógica de responsabilidade socioambiental defendida e exercitada pela AGENDHA, após a participação nas Oficinas sobre "Utilização e Manutenção Apropriada, do Ecofogão, Beneficiamento de Frutas e Uso Sustentável de Lenha", realizadas em Santa Terezinha/PB, Crato/CE, Paulo Afonso (duas) e Curaça/BA e Delmiro Gouveia/AL, cada representante passou a ter o direito de receber um desses fogões ecológicos.

Salientamos que somente receberam esse equipamento aquelas pessoas que assinaram o "Termo de Repasse e Compromisso Socioambiental", no qual assumiram formalmente a responsabilidade de nunca vender o fogão e de capacitar outras famílias de suas respectivas comunidades e com elas criar Grupos locais de Beneficiamento, que a cada ano repassarão o equivalente a um décimo do valor de cada fogão, em produtos - doces, geléias, polpas ou sucos - para grupos em condição de risco alimentar e nutricional.

E para saber mais, acesse nossas sessões de Publicações e a Agenda da AGENDHA

 
▪ Água

Agente da Cidadania das Águas

O Programa Agente da Cidadania das Águas é uma iniciativa da REDEH (Rede de Desenvolvimento Humano), com sede no Rio de Janeiro/RJ, em parceria com várias Instituições dentre elas, a AGENDHA.

Agente da Cidadania das Águas é uma pessoa sensível e comprometida, que dedica voluntariamente parte de seu tempo pessoal e coletivo, profissional e político para a educação/informação de sua comunidade sobre a importância da proteção e sustentabilidade das fontes de água e da sua eqüitativa distribuição, luta em defesa de políticas públicas voltadas para o acesso de todas as famílias à captação e armazenamento de água, especialmente no meio rural.

A AGENDHA e a REDEH, promoveram desde o 2004, 37 Oficinas para 117 Agentes da Cidadania da Água, que são de Glória, Paulo Afonso e Curaçá/BA e de Delmiro Gouveia/AL. Se você pretende ser Agente da Cidadania das Águas, busque informação na AGENDHA sobre as próximas Oficinas no ano de 2007.

As Oficinas promovidas pela AGENDHA, são focadas na segurança e autonomia hídrica, alimentar, nutricional e energética, na Revitalização do Rio São Francisco e nas relações socioambientais do semi-árido, em crescente harmonia com as demais dimensões, em especial as de gênero e de gerações.

E para saber mais, acesse nossas sessões de Publicações e para informações sobre os nossos cursos acesse a Agenda da AGENDHA.

 
Bodega da Caatinga

Econegócio

Criar e desenvolver Iniciativas de Econegócios para o Bioma Caatinga é uma das estratégias prioritárias para a AGENDHA. O quanto possível, principalmente em relação aos produtos alimentares e complementos nutricionais, a estratégia é voltada para possibilitar o beneficiamento com melhor eficiência energética e conforme os padrões e normas de higiene. Objetiva-se que, além de minimizar os impactos ambientais, reduzir os custos de produção e aumentar a agregação de valor aos produtos coletados do agroextrativismo e outros produzidos agroecologicamente, possa-se alcançar a qualidade adequada para as pessoas que irão consumi-los. Mas o diferencial principal dessa estratégia é priorizar a viabilização do processo de compra especial e repasse gratuito para a merenda escolar dos respectivos municípios, através da parceria com o programa conjunto da CONAB/MAPA e do Fome Zero/MDS.

Cada vez que uma dessas iniciativas alcançar a maturidade e a condição de sucesso, buscar-se-á replicá-la junto a outras Comunidades Agroextrativistas até que exista um conjunto suficiente de experiências referenciais capazes de influenciar e orientar a construção e a implementação de Políticas Públicas. Nesse sentido a AGENDHA atua decisivamente ao elaborar dois Projetos em MDL - Mecanismos em Desenvolvimento Limpo.

No período de outubro de 2005 a janeiro de 2006 a AGENDHA atuou conjuntamente no apoio a Grupos de Produção e Associações de Comunidades Agroextrativistas e de Artesãos/as assessoradas por ela mesma, e outras instituições.

Para a ampliação, construção e consolidação do Econegócio como alternativas para as populações e comunidades do Bioma Caatinga, várias iniciativas estão sendo desenvolvidas, destacamos algumas delas:

  • Exposição e Feira Internacional I Mercado de Florestas;
  • Seminário Nacional sobre Gestão, Mercados e Políticas Públicas para Produtos Sustentáveis da Biodiversidade Brasileira;
  • Seminário Regional sobre Energias Renováveis e Tecnologias Alternativas para o Desenvolvimento Sustentável de Comunidades Remotas do Semi-árido Brasileiro.

Bodega Produtos Sustentáveis do Bioma Caatinga

A Exposição/Bodega de Produtos Sustentáveis do Bioma Caatinga, no Aeroshopping de Petrolina/PE é uma resposta objetiva a crescente demanda quanto à criação de oportunidades e canais para viabilizar a comercialização de Produtos Sustentáveis do Bioma Caatinga, de pequenos e sustentáveis[1] empreendimentos, e simultaneamente disseminar suas experiências. A Bodega também será um espaço para comercialização de publicações técnicas científicas e populares sobre as múltiplas diversidades e relações socioambientais do bioma Caatinga.

Concebida com base nos princípios e conceitos da Economia Popular, Justa, Ética e Solidária a Bodega é um desafio inovador de promover e comercializar produtos sustentáveis criados por pessoas e, prioritariamente, por Organizações Locais como Grupos Informais, Associações, Cooperativas ou semelhantes, que atuam defendendo e respeitando todas as condições socioambientais que assegurem a conservação e utilização sustentável da agrobiodiversidade, da biodiversidade e dos demais recursos naturais das Caatingas, como forma de superação da pobreza e de consolidação da convivência sustentável com esse bioma.

A definição do nome Bodega resgata a denominação histórica e cultural de unidades comerciais existentes no Bioma Caatinga. Neste sentido, optou-se coletivamente por denominar de Bodegueiras as pessoas e suas Organizações que colocam sob consignação os seus Produtos Sustentáveis do Bioma Caatinga na Bodega. Também, a escolha de utilizar o termo no feminino "Bodegueiras" é o reconhecimento de que a maioria das pessoas que estão integrando esta iniciativa são mulheres e compreender-se que na condição de gênero tanto mulheres como homens são pessoas.

A Bodega de Produtos do Bioma Caatinga, é "regida" pela sua Carta de Princípios e pelos acordos construídos coletivamente na dinâmica do Programa.

Cada uma das linhas de ação e respectivamente das iniciativas da AGENDHA são complementares e em simetria. Neste sentido, para fortalecer algumas Associações/Bodegueiras, sejam as de Populações Tradicionais e/ou da Agricultura familiar, juntam-se, também como ação da AGENDHA, o GESTAR (Projeto de Gestão Ambiental Rural) e a CEX (Coordenadoria de Agroextrativismo), ambos também do Ministério do Meio Ambiente e mais recentemente o apoio da INFRAERO de Petrolina/PE, na sua dimensão de responsabilidade social, ambiental e cultural.

E para saber mais, navegue pelo nosso sítio e conheça as sessões de Publicações e a Agenda da AGENDHA.


[1] Aqui entende-se por sustentáveis, os empreendimentos que consideram: Eficácia (capacidade de produzir efeito desejado, o resultado planejado com segurança), Eficiência (capacidade de utilizar os produtos da Caatinga adequadamente, de forma racional e econômica) e Efetividade (capacidade de produzir uma diferença positiva de forma permanente).